Os sistemas de IA agêntica, caracterizados pela sua capacidade de tomar decisões de forma independente, planear ações e executar tarefas complexas com intervenção humana mínima, estão a transformar rapidamente múltiplos setores. Estas tecnologias apresentam um elevado potencial, nomeadamente na redução de tarefas manuais e repetitivas, no reforço da cibersegurança através de respostas mais adaptativas e na expansão do acesso a serviços profissionais através da gestão, em tempo real, de questões complexas.
Ao mesmo tempo, o seu crescente nível de autonomia levanta importantes desafios de governação. Entre as principais questões destacam-se a necessidade de garantir controlo e responsabilização adequados, a mitigação de riscos como prompt injection e data poisoning, e a compreensão de comportamentos emergentes. Outros desafios incluem a amplificação de enviesamentos, a precisão e a incerteza, a explicabilidade, a atribuição de responsabilidade e a sustentabilidade. Para além dos riscos técnicos, a IA agêntica pode também ter impactos socioeconómicos significativos, incluindo a potencial substituição de postos de trabalho.
Este simpósio de dois dias constitui uma plataforma para o diálogo interdisciplinar, promovendo a discussão de enquadramentos jurídicos, técnicos e éticos para a governação da IA agêntica.
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- 6 Maio: UCP. Lisboa - Sala dos Descobrimentos Portugueses (1º piso edifício da Biblioteca)
- 7 Maio: Abreu Advogados (Av. Infante D. Henrique, 26)